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quinta-feira 1 outubro 2020
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Banda viajante, Čao Laru apresenta seu terceiro disco, “Libre”

Em novo álbum, grupo franco-argentino-brasileiro reflete sobre as diversas formas de liberdade

Três brasileiros. Uma francesa. Uma brasileira. Um argentino. Um motor home. Uma Kombi. Eis o Čao Laru (pronuncia-se Tchau Larru), grupo formado por músicos que se conheceram em 2015, durante o mestrado em Pedagogia Musical, em Rennes (França) e que viaja o mundo em seus excêntricos veículos, fazendo shows e vivendo a essência da arte e da cultura numa grande troca de experiências musicais e sociais com povos de todo o mundo. Um pouco de toda essa história ganha agora um novo capítulo, com o lançamento de “Libre”, terceiro disco da banda.

Cao Laru 04 - Credito Carol Borges

A formação reúne Noubar Sarkissian Jr. (brasileiro | cavaquinho, violão, sanfona, pandeiro e voz), Nicolle Bello (brasileira | voz e percussões), Manuel Tirso (argentino | bateria e percussões), Pedro Destro (brasileiro | baixo elétrico), Joel Rocha (brasileiro | rabeca, violão, guitarra, pife, cavaquinho e percussões) e Léa-Katharina Duez (francesa | voz, flauta, pífano, kayamb e saxofone). A gravação do disco contou com Fábio Pádua (flauta, clarinete, violino, pife e bandolim), que deixou o grupo em abril. A banda já passou por mais de 20 países na América Latina e Europa e lançou dois discos, “Kombiphonie” (2017) e “Fronteiras” (2019), além de um EP chamado “Čao Laru” (2016). Em 2019, a turnê “Fronteiras” rendeu mais de 150 shows que passaram por 21 estados brasileiros e 5 países na Europa (Espanha, Portugal, Inglaterra, França e Suiça).

Se no disco anterior o grupo discutiu as fronteiras geopolíticas, as barreiras entre homens e mulheres, entre riqueza e pobreza, agora a banda quer cantar as diversas liberdades, políticas, culturais e geográficas; as liberdades poéticas e estéticas; afetivas e emocionais. As doze canções de “Libre” nascem como um grito sobre a liberdade das minorias, sobre a escolha entre ir e ficar, entre estar ou deixar, com a convicção da utopia de que não há ninguém totalmente livre enquanto não houver liberdade para todxs! A escolha do nome partiu do entendimento que nos 3 idiomas nativos do grupo (português, espanhol e francês), a expressão “Libre” pode ser compreendida e absorvida.

O álbum começou a tomar forma numa residência artística no início deste ano em Ibiúna (SP), onde a banda dedicou quase 30 dias a estudar os arranjos e fazer os últimos ajustes antes de entrar em estúdio. Pela primeira vez na história do grupo, há músicas compostas por TODOS os integrantes. Já foram lançados 4 singles (com clipes) do disco: “Quero Falar”, “Não Estaremos Sós”, “La Ruta Natural” e “Soleil Grand Matin”.

O disco foi gravado no começo deste ano no estúdio Submarino Fantástico em São Paulo, por Caue GásCaio Alarcon e Otavio Carvalho (Vitrola Sintética), que foi responsável também pela mixagem. A masterização ficou a cargo de Felipe Tichauer e a produção executiva, de Eduardo Lemos. O disco foi lançado em 31 de maio pelo selo Pequeno Imprevisto. A comunicação digital e de imprensa são da Navegar Comunicação.