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quarta-feira 23 agosto 2017
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Documentário “Romana” retrata vida da moradora de Natividade

Está marcado pra hoje, 7, o lançamento do documentário “Romana”, do diretor Helen Lopes. O filme é um curta-metragem de 24 minutos, que conta a trajetória de dona Romana, uma senhora de 76 anos que vive em Natividade, no interior do Tocantins, e faz previsões sobre acontecimentos naturais que viriam a abalar o planeta.

A produção teve início ainda em 2014, quando foram feitas as primeiras visitas à protagonista. De lá pra cá, muitas pesquisas e algumas parcerias foram feitas.  O cineasta Marco Aurélio Jacob também participou das primeiras entrevistas à dona Romana e cedeu algumas imagens utilizadas na versão final. A trilha sonora é minunciosamente selecionada e adequada ao tema. Da viola de buriti aos Tambores do Tocantins, o som do berimbau de Dinho Nascimento também embala a história de “Romana”.

Dentre as parcerias, destaca-se o Serviço Nacional do Comércio no Tocantins (Sesc), que está oferecendo o lançamento do filme. No evento, Lopes vai receber os convidados para um bate-papo com o público e com o professor Diogo Goltara, que é doutor em Antropologia, com ênfase em religiões. A conversa será mediada pelo sociólogo e professor da UFT, Marcelo Brice, que também integra a equipe do filme. Para encerrar a noite, o Sesc oferece também um coquetel.  O evento vai acontecer na sala de cinema do Sesc, às 19 horas. A entrada é gratuita.

Segundo Luiz Menezes, que coordena os projetos de audiovisual no Sesc, essa é umas das principais ações da instituição, que tem como objetivo principal, fomentar a produção dos artistas do Tocantins. “Garantir um lançamento em sala adequada, com um bom aparato tecnológico é um primeiro passo para que trabalhos independentes como ‘Romana’ possam ser conhecidos e valorizados”, argumenta.

No filme, dona Romana conta que há mais de 30 anos recebeu uma missão muito especial: preparar a Terra para o dia em que ela precisará se levantar no seu eixo.  Ela explica que está construindo o fundamento da Terra, e que ele fica no seu quintal, no sítio da Jacuba. Lá existem misteriosas esculturas de pedra, além de um galpão onde ela guarda todo tipo de suprimentos para os dias “em que não houver o verde”, como ela explica.

Embora suas previsões já tenham sido divulgadas em outros meios, como em diversas reportagens já publicadas até mesmo nacionalmente, a história de vida desta personagem singular do Tocantins agora está sendo contada por ela mesma.  O filme “Romana” lança o olhar para além de suas profecias e foca numa pessoa simples, mas que carrega a complexidade de quem vive no limiar, unindo razão e espiritualidade, viagens por outros mundos e vida cotidiana.

Para o diretor Helen Lopes, “Romana” traz à tona os desafios de quem assumiu uma vida fora da ordem vigente. “Inicialmente, fui levado à dona Romana pela curiosidade de conhecer alguém diferente. Mas logo no primeiro contato, minha intuição já mostrou que tinha ali uma bela história de coragem”, comenta. Sem querer adiantar muito sobre as surpresas do filme, o diretor apenas acrescenta que “é uma história de amor ao planeta e à humanidade, a ponto de superar o preconceito e a intolerância”.