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quarta-feira 18 outubro 2017
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O Mundo e suas Diversidades Culturais

Por Mariely Rocha Lima – (aluna de Jornalismo- UFT, disciplina de Jornalismo Cultural)

Trazendo uma imensurável carga de diversidade cultural o comovente e reflexivo documentário “Humano- Uma viagem pela vida”, uma produção muito cara no que tange ao seu  caráter social e antropológico, com mais de 2 mil entrevistas feitas em 60 países, dão vida ao longa metragem de 90 min.uma reflexão sobre o que somos e o que que desejamos; não só como indivíduos, mas como sociedade. O documentário foi uma das atrações da 11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, realizada pelo Ministério de Direitos Humanos e exido pela parceria com o SESC- Palmas, Tocantins.

O longa se inicia com uma sonoplastia suave e segue com uma trilha musical Árabe,  que a nomeio sofisticada. Em cromos, mostra à diversidade como ela é, face a face, semelhança e diferença cultural, social, racial, religiosa, política e estética do ser humano. História de amor, sobrevivência, superação, luta, sonhos, dor, gênero, homossexualidade, violência doméstica, poligamia, economia, guerra, política e conflitos religiosos, tudo isso é retratado no documentário que tem como objetivo dar voz a silenciados que foram espiralados pela injustiça, ignorância, consumismo e individualidade do homem, no qual o ter é mais importante do que ser. É importante aqui citar que tudo é construção social.

Questiona- se sobre o que é o amor aos entrevistados, ouvindo um dos personagens que diz: “Para mim o amor se constrói todo dia, é algo que se vivi a cada dia. O amor é esse sentimento de ser capaz de dar e receber da outra pessoa. Eu acho que o amor é um sentimento que buscamos, e nem todos encontram”. O amor é calor que aquece a alma. Apelar por amor é atormentador, e isso fez uma mulher com características japonesa dizendo: “Meu amor, eu preciso muito da sua atenção. Por favor, não grite comigo. Fale comigo com carinho. Meu amor, o que você quer? Mostre-me minhas fraquezas e o que devo mudar… (choro). Meu amor vou tentar satisfazer seus desejos. Por favor, sempre me faça feliz. Querido eu preciso tanto do seu amor. Eu cai no choro quando vi casais de 60 ou 70 anos passeando de mãos dadas. É muito difícil para mim…(choro). Estou tão triste. Por favor me faça feliz…(choro)”. O apelo de uma mulher por amor, como se ela fosse à culpada de toda infelicidade conjugal, nos remete a uma reflexão sobre o lugar e o papel da mulher na sociedade, que aos troncos e barrancos traça uma luta há muitos anos por liberdade, respeito e principalmente igualdade.

A produção nos mostra o quão é diversificado os territórios geográficos, climáticos, e a forma de trabalho (escritório, deserto, plantação, fabricas de tecidos manuais, etc.) Uma das entrevistas mais reveladoras tem um contexto sobre o trabalho escravo e a opressão aos operários no Oriente. E a calma na delação de crianças afirmando não temer à morte, é chocante.

O documentário também faz uma abordagem sobre felicidade e o que deixariam felizes as pessoas entrevitadas. A felicidade para a maioria dos participantes observa- se que são pequenas coisas como água, comida e um teto para dormir é o suficiente para se ter a felicidade, ou ter uma pequena terra para produzir alimentos para os filhos não morrerem de fome. Luz para trazer vida a meus filhos disse um homem. Ter felicidade é levar meus irmãos pra escola, eu não tive essa oportunidade e quero que eles tenham, relata uma adolescente. Tomar um copo de leite e comer as coisas que eu gosto diz uma senhora idosa. É ver o filho voltar pra casa fala uma mãe. Amor, paz e união para que a humanidade viva em harmonia, expressa um homem.

A programação da 11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no SESC- Palmas segue até a próxima segunda-feira. Quer ficar por dentro acesse o site http://mostracinemaedireitoshumanos,sdh.gov.br/2015/programação/  e confera a programação completa. A entrada é gratuita