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quarta-feira 22 novembro 2017
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Grupo instrumental representa o TO no Sesc Amazônia das Artes

O maior projeto de difusão cultural da Amazônia Legal, o Sesc Amazônia das Artes, teve início em Palmas, Tocantins, no último dia 03 de maio e segue até o dia 15. A abertura oficial ficou a cargo da banda tocantinense de música instrumental “3 Matutos e 1 Arigó”, que apresentou show homônimo, no Teatro Sesc Palmas no Centro de Atividades da 502 Norte. Depois, a banda, único representante do Tocantins no Projeto, pegou a estrada. Já passou pelo Sesc Maranhão, no dia 06, no Sesc Pará, no dia 08 e neste dia 10 de maio, se apresenta no Sesc Acre.

Como representante do Tocantins no projeto, a banda 3 Matutos e 1 Arigó percorrerá todo o circuito do Sesc Amazônia das Artes. Os músicos pegam a estrada novamente em julho, quando se apresentarão no Sesc Roraima, no dia 04 e no Sesc Piauí, no dia O6. Em agosto, realizam apresentação e oficina de troca de experiências intitulada “Conexão” nos dias 08, 09, e 10 no Sesc Amazonas. Depois, se apresentam ainda no Sesc Mato Grosso, no dia 12 de agosto, no Sesc Rondônia, no dia 22 de setembro, e no Sesc Amapá, no dia 24 de setembro.

Formada pelos músicos Samuel Teixeira Oliveira – bateria; Osias “Ceará” Fernandes de Oliveira – baixo; Michel Assunção Rodrigues – guitarra; e Paulo Tarcysio de Souza Vaz – teclados. A Banda 3 Matutos e 1 Arigó tem como objetivo divulgar as expressões musicais do Norte e do Nordeste, aliadas ao jazz, de uma forma alegre e criativa, bem característica destas regiões brasileiras. O repertório do show que percorre o Sesc Amazônia das Artes 2017 consta das músicas: “Sede do boi”; “Matuto e a ema”; “Baião caverna”; “Maxixe nas arábias”; “Orós é xique”; “Três mais um”; “Um xote pra Idemar”; “Suco de Maracujá”; “Dublê de americano”; “Simplicidade”, todas de Osias Fernandes e Renato Moreira, e “Matuto é tu”, de Renato Moreira.

Para o baixista “Ceará” essa é uma oportunidade ímpar que o Sesc disponibiliza ao grupo. “É muito importante essa oportunidade que o Sesc está dando para a gente como músico e instrumentista, além do incentivo para a música regional, porque a música regional é universal. Eu agradeço ao Sesc por esta chance de divulgar o nosso trabalho”, afirmou. O baterista Samuel Teolli também destaca a importância do projeto para a banda. “A gente se consolida como grupo com relação à música instrumental. Como músico, sinto que isso me engrandece, me deixa lisonjeado em saber que as pessoas estão vendo a minha tocada, e significa maior responsabilidade ainda. Para o grupo, participar do Sesc Amazônia das Artes é um sonho que o Sesc está proporcionando para nós hoje”, destacou Teolli.

Para o guitarrista Michel Assunção, essa oportunidade significa a valorização da música instrumental no Estado. “Pra gente que tem um grupo instrumental, e de Palmas, no Tocantins, é muito importante participar desse projeto de nível nacional. Pra mim, é uma realização pessoal, a gente estuda muito e quer ser reconhecido como músico autoral”, frisou. Tarcysio Vaz, tecladista, destaca a trajetória do Ceará como músico no Tocantins. “Ele, o Ceará, é um grande músico, tímido e de um coração imenso, me incentivou a tocar um estilo musical que eu não tinha o costume. Como músico, pra mim, é uma grande oportunidade, com certeza!”, afirmou.

Iniciada em 2010 tendo à frente um dos mais renomados contrabaixistas do Tocantins, Osias Fernandes, popularmente conhecido como “Ceará”, em 2011 a banda emplacou no Edital Dalva Braga de Música, do Governo do Estado, a proposta de gravação do primeiro CD. O projeto ganhou em primeiro lugar no edital, acontecimento que oficializou o trabalho e lançou “3 Matutos e 1 Arigó”, um trabalho instrumental aclamado pela qualidade e originalidade, trabalho esse que foi apresentado na Aldeia Jiquitaia – Mostra Cultural do Sesc Tocantins em junho de 2016. Ao unir ritmos populares como forró, baião, maxixe, xote com a linguagem do jazz, o grupo conseguiu conquistar o público e crescer na cena instrumental dentro e fora do Tocantins.

Sesc Amazônia das Artes
O Sesc Amazônia das Artes – que tem formato de mostra de estímulo e difusão da cultura amazônica – visa promover a circulação da produção cultural da região Amazônica, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, tendo o Piauí como convidado em virtude de sua proximidade geográfica e identificação com o cenário sociocultural. A sua programação irá constar de apresentações de música, cinema, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, intervenção urbana e ações formativas, a exemplo de oficinas. Serão 12 dias de atrações para o tocantinense conhecer a arte e cultura de vários estados.