Palhaça? sim sinhô! E “Se essa rua fosse minha”….

Carol dos Anjos

A arte da palhaçaria sempre traz, além de sorrisos, os adjetivos do palhaço, duas peculiares são a inocência e a generosidade. No caso do espetáculo ‘Se essa rua fosse minha’, uma palhaça, a Kandura, que dentro de si traz a atriz e diretora de teatro, Selma Bustamante que ao desenredar coisas cotidianas tais como dormir, escovar os dentes e pentear os cabelos se envolve em cada situação atrapalhada, que nos resta sorrir. Os pequenos, que na última quarta-feira (14), no Parque Cesamar conheceram a vida da Kandura, uma mulher de rua, tentavam ajudar dizendo: “Ei olha o seu sapato. Tá errado”.

Foto: César Nogueira

Foto: César Nogueira

Não se sabe de onde vem Kandura, mas, sua inocência conhecemos ao vê-la tentando cobrir o frio das ruas com folhas de jornal, sua curiosa ‘higiene’ matinal, um café imaginário, uma maneira divertida de ficar ‘bonita’, de usar um vestido de noiva e o sonho de encontrar um par ou quiçá ter um filho. Por um instante, já no final, triste e frustrada, Kandura se lembra do que há de mais belo em ser uma palhaça; A palhaça é acima de tudo generosa! Então, distribui amor, assim, bem cândida mesmo, em papeis vermelhos cortados em forma de coração.

César Nogueira

César Nogueira

O espetáculo manauara, do Grupo Baião de Dois fora cortejado pelas palhaças Tapioca (Ester Monteiro) e Girassol (Giovana Kurovski) e segue pelo Tocantins com apresentações em Porto Nacional, Lagoa da Confusão e na Ilha do Bananal. Além disso, hoje, na Contágius Escola de Dança, às 14h, tem oficina.

O espetáculo “Se Essa Rua Fosse Minha”faz parte do projeto Escambo sem palavras pelo Brasil afora e já foi eleito entre as quatro melhores do IX Festival de Teatro da Amazônia, além do prêmio de Melhor Atriz.