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terça-feira 16 janeiro 2018
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“Aquarius”, estrelado por Sonia Braga, disputará Palma de Ouro em Cannes

O filme brasileiro “Aquarius”, do diretor Kleber Mendonça Filho (“O som ao redor”), foi selecionado para a mostra oficial do 69º Festival de Cannes e vai disputar a Palma de Ouro, anunciou a organização do evento nesta quinta-feira (14). O evento, considerado um dos principais do calendário de cinema internacional, acontece entre 11 e 12 e maio.

Aquarius”, que tem Sonia Braga como protagonista, marca o retorno do Brasil à mostra competitiva de longas de Cannes após vários anos de ausência. O presidente do júri é o cineasta e roteirista australiano George Miller, diretor de “Mad Max”.

No representante brasileiro da disputa, Sonia Braga interpreta Clara, uma viúva, moradora do Bairro de Boa Viagem, que vive cercada de discos e livros. ela tem também o dom de viajar no tempo.

“Quando li ‘Aquarius’, tive que parar para respirar. Sim, respirar e entender que era real. Que era um roteiro do Kleber Mendonça e que ele estava me oferecendo para participar”, afirmou Sona Braga em nota divulgada em julho de 2015.

“Pareceu de cara um sonho: uma personagem íntegra, da minha idade, com meus sonhos, com os meus sonhados filhos e família. Quis logo viver esta mulher. As palavras do roteiro pareciam que já tinham andado na minha boca”.

O filme ainda traz no elenco os atores: Irandhir Santos,  Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Carla Ribas, Júlia Bernat, Germano Melo e Rubens Santos.

“O som ao redor” foi o primeiro longa de ficção do crítico e cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho. O filme chegou a ser escolhido para representar o Brasil no Oscar em 2014, mas acabou ficando fora da lista na categoria melhor filme estrangeiro.

Curta brasileiro também concorre


Outro representante do Brasil no 69º Festival de Cannes é “A moça que dançou com o diabo”, que disputa a Palma de Ouro entre curtas-metragens.

Com duração de 14 minutos, o curta é dirigido por João Paulo Miranda Maria e inspirado em uma lenda urbana de São Carlos (SP). Trata-se da história de uma garota de família religiosa que, na noite de Sexta-feira da Paixão, dança com um forasteiro que mais tarde revela ser o diabo.

Este é o terceiro ano seguido que um curta do grupo Kino-Olho, de Rio Claro (SP), é exibido em Cannes.

Amir Labaki no júri de documentários

O crítico e fundador do festival “É Tudo Verdade” foi convidado para fazer parte do júri da seleção de documentários do 69º Festival de Cannes, batizada “O Olho de Ouro” (L’Oeil d’or). Esta vai ser a segunda vez que o prêmio será atribuído a longas do gênero.

Veja, abaixo, a seleção oficial do Festival de Cannes 2016:

Sessão de abertura (fora de competição)
“Café Society”, de Woody Allen

Mostra competitiva
“Toni Erdmann” (Alemanha), de Maren Ade
“Julieta” (Espanha), de Pedro Almodóvar
“American Honey” (Reino Unido), de Andrea Arnold
“Personal shopper” (França), de Olivier Assayas
“La fille inconnue” (Bélgica), de Jean Pierre Dardenne e Luc Dardenne
“Juste la fin du monde” (Canadá), de Xavier Dolan
“Ma Loute” (França), de Bruno Dumont
“Mal de Pierres” (França), de Nicole Garcia
“Rester vertical” (França), de Alain Guiraudie
“Paterson” (Estados Unidos), de Jim Jarmusch
“Aquarius” (Brasil), de Kleber Mendonça Filho
“I, Daniel Blake” (Reino Unido), de Ken Loach
“Ma’Rosa” (Filipinas), de Brillante Mendoza
“Bacalaureat” (Romênia), de Christian Mungiu
“Loving” (Estados Unidos), de Jeff Nichols
“Agassi” (Coreia do Sul), de Chan-Wook Park
“The last face” (Estados Unidos), de Sean Penn
“Sieranevada” (Romênia), de Cristi Puiu
“Elle” (Holanda), de Paul Verhoeven
“The neon demon” (Dinamarca), de Nicolas Winding Refn

Mostra Um certo olhar (Un certain regard)
“Varoonegi” (Irã), de Behmam Behzadi
“Apprentice” (Singapura), de Boo Junfeng Boo
“Voir du pays” (França), de Muriel Coulin e Delphine Coulin
“La danseu se” (França), de Stéphanie Di Giusto
“Eshtebak” (Egito), de Mohamed Diab
“Funchi ni Tatsu” (Japão), de Kôji Fukada
“Omo Shaksh Sya” (Israel), de Maha Haj
“M’ever Laharim Vehagvaot” (Israel), de Eran Kolirin
“After the storm” (Japão), de Hirokazu Kore-eda
“Hymyilevä Mies” (Finlândia), de Juho Kuosmanen
“La larga noche de Francisco Sanctis” (Argentina), de Francisco Márquez e Andrea Testa
“Caini” (Romênia), de Bogdan Murica
“Pericle il Nero” (Itália), de Stefano Mordini
“The transfiguration” (Estados Unidos), de Michael O’Shea
“Uchenik” (Rússia), de Kirill Serebrennikov

Sessõesfora de competição
“The nice guys” (Estados Unidos), de Shane Black
“Money monster” (Estados Unidos), de Jodie Foster
“Gok Sung” (Coreia do Sul), de Hong-Jin Na
“Disney’s the BFG” (Estados Unidos), de Steven Spielberg

Sessões da meia-noite
“Gimme danger” (Estados Unidos), de Jim Jarmusch
“Bu-San-Haeng” (Coreia do Sul), de Sang-Ho Yeon

Sessões especiais
“L’ultima spiaggia” (Itália/Grécia), de Davide Del Degan e Thanos Anastopoulos
“Hissein Habré, Une tragédie tchadienne” (Chade), de Mahamat-Saleh Haroun
“Exil” (Camboja), de Rithy Panh
“La mort de Louis XIV” (Espanha), de Albert Serra
“Le cancre” (França), de Paul Vecchiali

Competição de curtas-metragens
“La Laine sur le dos” (Tunísia/França), de Lotfi Achour
“Dreamlands” (Reino Unido), de Sara Dunlop
“Timecode” (Espanha), de Juanjo Gimenez
“Imago” (Filipinas), de Raymund Gutierrez
“Madre” (Colômbia/Suécia), de Simón Mesa Soto
“A moça que dançou com o diabo” (Brasil), de João Paulo Miranda
“Après Suzanne” (França), de Félix Moati
“4:15 P.M. Sparsitul Lumii” (Romênia), de Catalin Rotaru e Gabi Virginia Sarga
“Il silenzo” (Itália), de Farnoosh Samadi e Ali Asgari
“Fight on a swedish beach” (Suécia), de Simon Vahlne

Fonte: G1