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segunda-feira 20 novembro 2017
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Indicações Cinema Nacional. Anos 70 e 80.

Continuando a série de matérias sobre o Cinema Nacional, o site TOCult traz as principais obras (ponto de vista do site) dos anos 70 e 80. Divirtam-se!

 

São Bernardo – 1972. Leon Hirszman

Paulo Honório(Othon Bastos), um sertanejo de origem pobre que, em uma empreitada financeira, se torna dono da decadente fazenda de São Bernardo em Viçosa, Alagoas. Determinado a fazer fortuna e ascender socialmente ele recupera a fazenda, consegue entrar para a economia rural e casa-se com a professora da cidade, Madalena ( Isabel Ribeiro). Os problemas começam quando as diferenças de Paulo e sua esposa se acentuam.

Toda Nudez Será Castigada – 1973. Arnaldo Jabor

Em uma família tradicional Herculano (Paulo Porto), um homem puritano que só tinha tido uma mulher na vida, prometeu para Serginho (Paulo Sacks), seu filho, enquanto a esposa agonizava, que jamais teria outra mulher. Já o irmão de Herculano, Patrício (Paulo César Pereio), vive às custas do irmão e faz de tudo para que Herculano dependa cada vez mais dele e assim possa explorá-lo cada vez mais. Aproveitando uma crise de desespero do irmão, Patrício coloca junto à mesa de Herculano uma fotografia de Geni (Darlene Glória), uma cantora de inferninho e meretriz. Após se embebedar Herculano vai ao bordel, onde encontra Geni e passa a noite com ela. Porém, depois renega a ligação, mas ele e Geni já estão apaixonados. Herculano promete se casar com ela, mas para isto precisa fazer Serginho viajar. Porém, sentindo o que está acontecendo, Serginho se recusa a partir, mas algo ainda muito maior vai torturar Herculano.

A rainha Diaba – 1974. Antonio Carlos Fontoura

A história gira em torno de um homossexual autodenominado Diaba (Milton Gonçalves), que controla uma rede de Tráfico na região a partir de um quarto, nos fundos de um prostíbulo. Ao saber que um de seus homens está prestes a ser preso pela polícia, decide usar um Bode expiatório, Bereco, um jovem cheio de si (Stepan Nercessian), a fim de envolve-lo numa série de crimes e entrega-lo como se fosse o verdadeiro procurado. A partir daí, a trama toma outros rumos. Os comandados de Diaba, revoltados com o autoritarismo  do chefe, se rebelam por meio de Catitu (Nelson Xavier). Bereco, por sua vez, se fortalece e tenta entrar para o tráfico por conta própria, o que deflagra uma guerra no submundo do Rio de Janeiro.

Dona Flor e Seus Dois Maridos – 1976. Bruno Barreto

Durante o carnaval de 1943 na Bahia, Vadinho (José Wilker), um mulherengo e jogador inveterado, morre repentinamente e sua mulher, Dona Flor (Sônia Braga), fica inconsolável, pois apesar de ele ter vários defeitos, era um excelente amante. Mas, após algum tempo ela se casa com Teodoro Madureira (Mauro Mendonça), um farmacêutico que é exatamente o oposto do primeiro marido. Ela passa a ter uma vida estável e tranquila, mas tediosa e, de tanto “chamar” pelo primeiro marido, um dia aparece nu na sua cama. Então ela pede ajuda a uma amiga, dizendo que quase foi seduzida pelo finado esposo. Um pai de santo se prontifica a afastar o espírito de Vadinho, mas existe um problema: no fundo Flor quer que ele fique, pois há um forte desejo que precisa ser saciado.

A Dama do Lotação -1978. Neville D`Almeida.

A Dama do Lotação

Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) se amam desde jovens e, após um casto namoro, se casaram. Na noite de núpcias, Solange se recusa a fazer amor com ele. O marido implora e sem sucesso, em um acesso de raiva, estupra a esposa. Solange afirma que o adora, mas nos meses que se seguiram ao casamento ela não pode ser tocada por Carlos. Para provar a si mesma que não é frígida, começa uma rotina diária de seduzir homens que ela nunca viu nem verá novamente e nem mesmo sabe seus nomes. Além disto, ela tem relações com o melhor amigo de Carlos e até mesmo com seu sogro (Jorge Dória). Carlos entende que ela é infiel e, armado, confronta Solange. Enquanto isso, ela busca ajuda psiquiátrica, pois não sente nenhum remorso.

Tudo Bem – 1978. Arnaldo Jabor

Juarez (Paulo Gracindo) é o chefe de uma família de classe média, que está às voltas com uma obra no apartamento. Aposentado, ele está sempre cercado pelos fantasmas de seus amigos já falecidos. Elvira (Fernanda Montenegro), sua esposa, fica revoltada com a impotência de Juarez, o que faz com que acredite que ele tenha uma amante. Zé Roberto (Luiz Fernando Guimarães) e Vera Lúcia (Regina Casé) são os filhos do casal, ele um executivo oportunista e ela preocupada apenas em encontrar um marido. Junto com eles vivem duas empregadas: Aparecida de Fátima (Maria Sílvia), mística fervorosa, e Zezé (Zezé Motta), que trabalha como prostituta nas horas vagas. Juntos eles precisam lidar com as dificuldades da vida e os operários da obra, que estão sempre no apartamento

Chuvas de Verão – 1978. Carlos Diegues.

Afonso (Jofre Soares), ao se aposentar, decide viver com tranquilidade no subúrbio onde mora. Em sua primeira semana de ócio, em um tórrido verão, ele se envolve com os problemas de sua filha, de seus amigos e de sua vizinhança, aprendendo com eles a viver novamente, quando até Isaura (Mirian Pires), sua vizinha de tantos anos, se modifica, começando uma relação de amizade, amor e respeito.

Mar de Rosas – 1978. Ana Carolina.

Sérgio (Hugo Carvana) e Felicidade (Norma Bengell) chegam a um hotel no Rio de Janeiro, com a filha adolescente, Betinha (Cristina Pereira), discutindo o relacionamento. Uma briga que culmina na esposa agredindo o marido com uma navalha. Acreditando que o marido está morto, ela foge com Betinha de volta para São Paulo. Uma viagem que se torna um jogo de manipulações e violência.

Bye Bye, Brasil – 1979. Carlos Diegues.

Salomé (Betty Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço (Fábio Jr.) e sua esposa, Dasdô (Zaira Zambelli), e a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasil.

O princípio do prazer – 1979. Luiz Carlos Lacerda

Dois casais de irmãos arrendam uma fazenda na cidade de Paraty. Lá, Otávio (Paulo Villaça), Mário (Luiz Antônio Magalhães), Norma (Odete Lara) e Ana (Ana Maria Miranda) se entregam a uma vida de ócio e prazeres sexuais incestuosos. Isolados das demais pessoas da cidade, eles se relacionam com os empregados de uma maneira opressiva e ameaçadora. No entanto, um mistério maior cerca a vida dos irmãos e a chegada de um novo empregado irá desencadear o medo e a insegurança nos donos da fazenda.

Eu matei  Lucio Flávio – 1979. Antonio Calmon

Mariel é um salva-vidas preocupado com o bem-estar das pessoas. Certo dia, Mariel salva um suicida no mar e apaixona-se pela sua filha, Margarida Maria, uma prostituta viciada em drogas. A enorme violência pela qual passa o Rio de Janeiro influencia Mariel na sua decisão de ser policial. Ele obtém destaque e é chamado para ser segurança de políticos. A violência carioca aumenta e o delegado Goulart cria o esquadrão da morte, do qual Mariel torna-se o líder, para exterminar integrantes do crime organizado. Lúcio Flávio é um criminoso que chama a atenção da mídia pela grande quantidade de assassinatos a ele atribuídos. O esquadrão da morte descobre que Lúcio Flávio exerce a função de queima de arquivo numa quadrilha de roubo de carros. Entretanto, para surpresa de Mariel, o delegado Goulart também faz parte da quadrilha. Mesmo assim, ele não se intimida. Mata o líder da quadrilha e continua perseguindo Lúcio Flávio. O esquadrão da morte declara guerra à quadrilha de carros roubados. Em decorrência de suas investigações, Mariel torna-se perigoso para a polícia. Ele é preso mas consegue fugir. Passa a viver na clandestinidade. Margarida Maria é internada num hospício e acaba morrendo de overdose de cocaína. Mariel é novamente preso, mas continua a ameaçar Lúcio Flávio, também detido pela polícia. Ambos ficam em prisões diferentes. A guerra continua entre as prisões e Mariel, à distância, manda matar Lúcio Flávio

Amor bandido – 1979. Bruno Barreto

Sandra é uma adolescente dançarina de boate e prostituta. Galvão, um investigador policial, é o pai da garota. Ele havia expulsado a filha de casa quando ela tinha 13 anos. Sandra se envolve com Toninho, um assassino de motoristas de táxi. Galvão está investigando justamente os crimes cometidos por Toninho. Sandra se apaixona por Toninho e vira cúmplice de um dos crimes por ele cometidos. O policial descobre que sua filha está namorando o homicida e usa ela como ferramenta investigativa.

Eles Não Usam Black-Tie – 1981. Leon Hirszman

Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião (Carlos Alberto Riccelli) e sua namorada Maria (Bete Mendes) decidem casar-se ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai, Otávio (Gianfrancesco Guarnieri), um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.

Bonitinha, Mas Ordinária – 1981. Braz Chediak.

(Não recomendado para menores de 16 anos). Edgar (José Wilker) é um jovem bastante humilde, o que volta e meia o deixa constrangido. Um dia ele é procurado por Peixoto (Milton Moraes), genro do milionário Werneck (Carlos Kroeber), que lhe propõe que se case com a filha dele, Maria Cecília (Lucélia Santos), em troca de um polpudo cheque. O dinheiro atrai Edgar, só que ele é apaixonado por Ritinha (Vera Fischer), sua vizinha.

Eu Te Amo – 1981. Arnaldo Jabor.

Industrial falido no milagre dos anos 70 conhece uma mulher e a convida para sua casa. Os dois iniciam um romance desesperador, ao mesmo tempo em que tem um medo brutal deste relacionamento, tentam livrar a si próprios da solidão.

Pixote, a Lei do Mais Fraco – 1981. Hector Babenco.

Pixote (Fernando Ramos da Silva) foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua “educação”, pois conviveu com todo os tipos de criminosos e jovens delinquente. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.

Pra Frente, Brasil – 1982. Roberto Farias

Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da classe média, é confundido com um ativista político e “desaparece”.

Bar Esperança, o Último que Fecha – 1983. Hugo Carvana.

O Bar Esperança é o ponto de encontro de todos. Para lá vão religiosamente Ana (Marília Pêra), atriz de teatro e televisão casada com Zeca (Hugo Carvana), autor de peças que se demite da televisão por não aguentar mais o esquema imposto; o artista plástico Valfredo Salvador (Anselmo Vasconcelos); o jornalista boêmio lvan Guerra (Nelson Dantas); Profeta (Wilson Grey), também jornalista; a pesquisadora Nina (Louise Cardoso) e também Cabelinho (Paulo César Pereio), Cotinha (Sylvia Bandeira), Tuca (Luiz Fernando Guimarães), Passarinho (Antônio Pedro) além de Dona Esperança (Thelma Reston), a dona do bar.

Memórias do Cárcere – 1984.  Nelson Pereira dos Santos.

Na década de 1930, o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza) é preso acusado de ligações com o Partido Comunista. Capturado em Alagoas, onde era servidor público e levava uma pacata vida, ele dá entrada no presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, em 3 de março de 1936, sem sequer passar por um julgamento. Em meio a atritos de ordem política e pessoal, crueldade, insalubridade, fome e os mais diversos tipos de criminosos – de ladrões de galinha a guerrilheiros -, ele escreve.

A Marvada Carne – 1985. André Klotzel.

Nhô Quim (Adilson Barros) perambula com seu cachorro pelo interior paulista sonhando com duas coisas: encontrar uma noiva e comer carne de vaca. Ele conhece a jovem Carula (Fernanda Torres), que mora numa aldeia e reza todos os dias para Santo Antônio pedindo um marido. Para fisgar Quim ela o engana dizendo que seu pai, Nhô Totó (Dionísio Azevedo), possui um boi que será carneado no dia do casamento. Entretanto, antes de casar, Quim deve cumprir uma série de provas.

A Hora da Estrela – 1985. Suzana Amaral.

Macabéa (Marcélia Cartaxo) é uma imigrante nordestina, que vive em São Paulo. Ela trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive em uma pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres. Macabéa não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer ter um namorado. Um dia ela conhece Olímpico (José Dumont), um operário metalúrgico com quem inicia namoro. Só que Glória (Tamara Taxman), colega de trabalho de Macabéa, tem outros planos após se consultar com uma cartomante (Fernanda Montenegro).

O Beijo da Mulher-Aranha – 1985. Hector Babenco.

(Não recomendado para menores de 16 anos). Em uma prisão na América do Sul, dois prisioneiros dividem a mesma cela. Um é homossexual e está preso por comportamento imoral e o outro é um prisioneiro político. O primeiro, para fugir da triste realidade que o cerca, inventa filmes cheios de mistério e romance, mas o outro tenta se manter o mais politizado possível em relação ao momento que vive. Mas esta convivência faz com que os dois homens se compreendam e se respeitem.

Ilha das Flores – 1989. Jorge Furtado.

Este filme retrata a sociedade atual, tendo como enfoque seus problemas de ordem sociais, econômicas e culturais, na medida em que contrasta a força do apelo consumista, os desvios culturais retratados no desperdício, e o preço da liberdade do homem, enquanto um ser individual e responsável pela própria sobrevivência. Através da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa ideia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorada de outros.