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sexta-feira 22 junho 2018
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Morre o escritor italiano Umberto Eco

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19 de fevereiro de 2016. Um dia assustador. Perdemos em um único dia, dois grandes nomes da literatura. Logo, depois de comunicarem a morte de Harper Lee, ficamos sabendo do falecimento de Umberto Eco, escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional.

O autor “O Nome da Rosa” e “O pêndulo de Foucault”, morreu nesta sexta-feira (19), segundo os jornais italianos “La Reppublica” e “Corriere della Sera”. A informação foi dada por um familiar do escritor ao “La Reppublica”, que diz que o escritor morreu aos 84 anos em sua casa às 22h30 do horário local (19h30 pelo horário de Brasília).

Eco nasceu na cidade de Alexandria, no dia 5 de janeiro de 1932. Quando pequeno, se mudou com sua mãe para um pequeno vilarejo na região montanhosa de Piemonte durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai, um contador, foi convocado para lutar em três guerras.

O escritor estudou e foi professor na Universidade de Turin. Ele trabalhou como editor de culturra no canal de televisão RAI, onde conheceu um grupo de escritores, pintores e músicos que o influenciou em sua futura carreira de escritor.

Em setembro de 1962, ele se casou com Renate Ramge, uma professora de arte alemã com quem teve dois filhos.

O escritor é conhecido por seu romance “O Nome da Rosa” publicado em 1980. O livro combina semiótica, ficção, análise bíblica, estudos medievais e teoria literária. Em 1986 foi lançado o filme de mesmo nome, dirigido por Jean-Jacques Annaud e estrelado pelo ator Sean Connery.

O escritor era presidente da Escola Superior de Ciências Humanas da Universidade de Bolonha.

Confira algumas obras do Umberto Eco

 

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O Nome da Rosa: Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano na Itália, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai o leitor por seu humor, crueldade e erotismo.

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O Pêndulo Foucault: Causabon, Belboe Diotallevi são redatores de uma editora, na cidade de Milão do início dos anos 1980. Cansados da leitura e releitura de incontáveis manuscritos de ciências ocultas, eles acabam encontrando os indícios de um complô que teria surgido em 1312- quando Felipe, o Belo, supriu a Ordem dos Templários- e atravessando, oculto, toda a história do planeta até o final do século XX. Os agentes e beneficiários do complô, seriam os templários e os rosas cruzes, cujo objetivo era dominar o mundo. A partir deste plano, os três redatores inventam, como uma brincadeira, uma trama fantasiosa. Mas o inesperado acontece e alguém começa os levar a sério.

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Baudolino: A trama é protagonizada por Baudolino – adolescente, criativo e mentiroso que conquista o imperador Federico Barbarossa e se torna seu filho adotivo – e Niceta Coniate, personagem inspirado em um historiador e orador que viveu na corte de Constantinopla.

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Cemitério de Praga: Jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. Curiosamente, a única figura de fato inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora, como diz o autor, basta falar de algo para esse algo passar a existir.

dif-loana

A Misteriosa Chama da Rainha Loana: Yambo lembra-se de Waterloo, de como se dirige um automóvel e se escova os dentes, mas não lembra quem ele é. Permanece a memória semântica (sabe tudo que leu sobre Napoleão ou Julio César e consegue citar trechos inteiros da Divina Comédia) e automática, mas perdeu-se a memória afetiva, o que constitui seu ser e sua própria história

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História da Beleza: Afinal, o que é beleza? O que é arte? Gosto se discute? A Beleza deve ser analisada friamente ou livre das amarras da razão? Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em seu novo livro, História da Beleza, um ensaio sobre as transformações do conceito do Belo através dos tempos. Eco parte do princípio de que o sentido da Beleza é mutável e diverso do sentido do desejo: “O sequioso que ao dar com uma fonte precipita-se para beber não lhe contempla a Beleza. Poderá fazê-lo depois, uma vez satisfeito o seu desejo”.