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sábado 18 novembro 2017
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Dia Mundial do Compositor

O Dia Mundial do Compositor surgiu pela primeira vez no México, como uma comemoração da Fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México (SACM), em 15 de janeiro de 1945. No entanto, esta data só foi oficialmente celebrada no mundo a partir de 1983.

No Brasil, temos um dia especial para o compositor brasileiro que é comemorado em 07 de Outubro. Um país rico em compositores e em história musical, não poderia deixar de comemorar em um dia próprio esses profissionais que tanto encantam nossas vidas e fazem parte de nossa história.

Entre os principais compositores brasileiros temos Heitor Villa-Lobos, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Noel Rosa, Chico Buarque, Cartola, João Gilberto e muitos outros nomes que ficaram para a história da cultura musical nacional.

Aqui no Tocantins, temos grandes compositores como Lucimar Pereira, Genésio Tocantins, Dorivã (Passarim do Jalapãp), Késia Carvalho e Braguinha Barroso. Entre esses grandes e renomados nomes da música Tocantinense, temos uma revelação, não muito conhecido do grande público, mas que promete deixar sua marca na história da música brasileira.

Fecoarte e Salão do Livro - Foto Emerson Silva (149)Felipe Sagratzki nasceu em Nova Barcarena no interior do Pará, saiu de lá com 10 anos de idade e se mudou para Brasília. Iniciou na música tocando violão, porém logo conheceu o cavaquinho e se apaixono. Com 15 anos iniciou a carreira de músico tocando na noite e nunca mais parou.

Participou de projetos de samba em Brasília com os grupos Maracangalha, Razão de Ser, Pura Magia e Pura Carícia.

Se mudou para Palmas em 2012 após ingressar na carreira militar no qual hoje é Sargento. No mesmo ano conheceu o Grupo Vassuncê onde é integrante atualmente assumindo o cavaquinho e por vezes o  violão.

Em entrevista ao TOCult, Felipe conta que as composições surgiram como um desejo de renovar o próprio repertório e muito mais que isso, a vontade que tem de criar. Como recompensa o artista tem o retorno de quem ouve suas composições e se encantam por ela.

Felipe diz que no seu processo de criação, cada música é muito individual. Ele não segue um gênero específico: “Eu penso na vibe da música e vou casando letra e melodia. Primeiro eu defino objetivo, depois vem a letra e a harmonia. Algumas composições também surgem de idéias e histórias que amigos me passam e pedem.”

Felipe é tão viciado em música que criou há pouco tempo um estúdio dentro de casa. Ele conta que começou com o computador e poucos recursos que com o tempo foram se incrementando e ganhando componentes de qualidade para ter uma melhora em suas gravações e também poder criar o acervo de suas composições.

A idéia de gravar minhas próprias composições surgiu da vontade de deixar uma história da melhor parte que vem de mim que é a música”

Felipe Sagratzki têm como referência de compositores, entre tantos nomes (como ele mesmo brinca durante a entrevista) como: Arlindo Cruz, Picolé, Vander Lee, Oswaldo Montenegro e Toninho Geraes.

Confira a letra de uma de suas composições:

Quando nego minto
Quando finjo vivo mais
Quando fecho os olhos e durmo eu fico em paz

E se me escapa um sorriso iludido eu fico me falta você
Eu quero caminhar contigo viver tudo aquilo que nos faz crescer

Nosso filme em preto e branco ver a noite até o fim
O cheiro de amor o teu gosto todo em mim

Paraíso aqui na terra é quando o teu corpo encontra com o meu
Fiz de você todo o meu mundo e faço de tudo pra que eu seja o seu
Por isso eu vou voltar

Vou fazer as malas e voltar pra casa
Preparar um jantar pra te agradar
Te botar no colo, te levar pra cama
Dizer que te amo quando acordar

Pela madrugada caminhar na praia
Ter sua alegria quando ver o mar
E ao Universo vou agradecer por me trazer você, por me presentear.

Lucimar Pereira 

imageNascido em Filadélfia-TO. Filho de músico amador, cresceu ouvindo Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Marinês, Filhos de Goiás, Silveira e Silveirinha entre outros. Aprendeu tocar violão sozinho. Aos dezesseis passou a tocar em bandas de baile e aos dezoito migrou para São Paulo, onde passou a tocar na noite Paulistana.
Em 1989 mudou-se para Portugal, onde também atuava fazendo shows como líder da banda “Os Virgens“. Foi músico acompanhante de artistas como: Eliana de Lima, Claudia, Luis Vieira, Belchior e Lúcio Barbosa.
De volta ao Brasil, passou a mostrar suas próprias canções aos produtores musicais, e foi gravado então por artistas de prestígio como Lucas e Luan, Sula Mazurega, Claudia Mattão & Monteiro/André & Adriano/Adalberto & Adriano/Walmir & Wilmar.
Produtor musical, intérprete e músico atuante em São Paulo, em 2005 participou do FESTIVAL DE CULTURA e do Ano Brasil na França, como músico e produtor musical dos shows da Cantora Keila Lipe realizados no Carreau Du Tample e Universidade de Paris.
Produtor musical e cultural desde 1980, tem em seu currículo mais de 40 discos produzidos entre São Paulo, Goiânia e Palmas.

Abaixo algumas composições que ficaram conhecidas nacionalmente.

  • Peninha (Farol)
  • Chitãozinho e Xororó (De vez em quando vem)
  • Daniel, (Um homem apaixonado/ A primeira letra /Só seu amor não vai embora)
  • Leonardo (De corpo e alma)
  • Zezé di Camargo e Luciano (Só amando é que se vive)
  • Pe.Marcelo Rossi,(Nossa Senhora,Tema do Filme Maria mãe do filho de Deus)
  • Rick e Renner (É 10 é 100 é 1000 / Minha luz/ Sentimento alado/ Relax/ Não quero mas eu te amo)
  • César e Paulinho (Quando o amo vira saudade)
  • Marciano, (Só da boca pra fora)
  • Milionário e José Rico (Volta pra casa) (Em frente ao portão)
  • Chico Rei e Paraná (Casa solidão)
  • Eduardo Costa (Nosso lance não dá mais)

Genesio Tocantins

genesioAprendeu a tocar violão de forma autodidata. Seu pai era lavrador, trovador e cordelista. Com o pai aprendeu a cantar versos em feiras de sua região de nascimento. Com a mãe frequentou rodas de folias onde aprendeu cantos do divino. Ainda criança mudou-se com a família para a cidade de Araguaína, no estado do Tocantins, e posteriormente para a cidade de Ceres, em Goiás.

Iniciou sua carreira participando de festivais regionais e em seguida por todo o Brasil. Seu primeiro LP, “Rela bucho”, foi lançado pela RGE em 1988. No ano seguinte ganhou com este disco o II Prêmio Sharp de Música, onde recebeu o Troféu Ano Dorival Caymmi, na categoria Revelação da Música Regional Brasileira.

Gravou com diversos artistas como Fagner, Pena Branca e Xavantinho, Rolando Boldrin, entre outros. Entre seus parceiros estão Juraíldes da Cruz, Braguinha Barroso, Wanda d’Almeida, Hamilton Carneiro, João Gomes, Beirão, Salgado Maranhão e Telma Tavares.

Em 2000, foi classificado para as eliminatórias do Festival da Música Brasileira, promovido pela TV Globo, onde concorreu com sua composição em parceria com Beirão, “Baião internauta”. Nesse ano, participou do Festival Novos Talentos defendendo a música “Nóis é jeca mas é jóia”, de sua autoria e Juraildes da Cruz que se tornou rapidamente um clássico da música regional.

Em abril de 2006, participou do Projeto Pixinguinha, em caravana que passou por Cachoeiro de Itapemirim, ES, circulando por Campinas, Tubarão e Guaratinguetá, junto com a cantora paulista Cris Aflalo, o piauiense Gilvan Santos e a Banda de Pífanos de Caruaru.  Em 2011, foi convidado, ao lado de Dércio Marques, Pereira da Viola e Irmãs Galvão para participar, como intérprete, do Projeto/ Programa  “Brasil Clássico Caipira”, apresentado na TV Brasil. O programa foi composto de uma série dividida em 5 episódios, que apresentou um total de 22 composições consideradas clássicas do cancioneiro caipira, passando por diversas épocas, e teve curadoria do pesquisador Adelson Alves, projeto musical de Rildo Hora, apresentação de Antonio Grassi, e arranjos de Joaquim França.

Entre suas obras temos:

  • Aliança (c/ Juraildes da Cruz)
  • Baião Internauta (c/ Beirão)
  • Beijo transparente
  • Destino sanfoneiro (c/ João Gomes)
  • Estação saudade
  • Festança
  • Hino ao Tocantins
  • Rela Bucho