Tudo que aprendemos juntos: longa que emocionou Locarno está em cartaz no Cinemark- Capim Dourado. Recomendamos!

A première de pré-estreia do filme “Tudo que aprendemos juntos”, que aconteceu na última quarta-feira foi um sucesso. O evento que marcou o início do 1º Ciclo de Debates e Capacitação Audiovisual no Tocantins, contou com a presença do diretor do longa, Sérgio Machado e dos atores Kaique de Jesus (Samuel) e Elzio Vieira (VR).

O filme, premiado pela 39ª Mostra de São Paulo (Prêmio do Público – melhor longa de ficção nacional), e que participou dos Festivais de Locarno – Suíça 2015 e festival do Rio Brasil/2015, é inspirado na peça ‘Acorda Brasil’ escrita por Antonio Ermírio de Moraes a partir da experiência do Instituto Baccarelli, projeto que oferece formação musical e artística para jovens da comunidade de Heliópolis.

tudo que aprendemos junto

O longa traz a história de Laerte,  personagem vivido pelo ator Lazaro Ramos, que após frustradas tentativas de integrar a Osesp, vai ensinar música para um grupo de adolescentes em um projeto escolar, em Heliópolis, periferia de São Paulo. Entre os jovens alunos se destacam Samuel e VR, grandes amigos que trilham caminhos opostos.

Na tela observamos emocionados a história de um Brasil esquecido de seu valor. A periferia é alcançada por Sérgio com alma. O diretor, Sérgio Machado, consegue humanizar a rotina da vida, sem cair em mais um drama sobre educação.

Seguindo uma estrutura quase que documental, Sérgio retrata os dilemas dos alunos de Laerte misturando realidade da vida dos atores com a ficção. Essa procura em apresentar as percepções o mais perto do real possível é o grande ponto do filme como, por exemplo, a briga entre Samuel e o pai.

A construção do personagem Laerte durante a narrativa é um dos destaques. Laerte não é retratado como um professor açucarado, longe disso. O professor faz o papel linha dura e sempre espera e exige o melhor da turma, independente dos problemas que enfrentam fora dali.

Impressiona a direção de Sérgio Machado, e a maestria em utilizar diversos elementos, como um divertido duelo de música, ou a curtição de adolescentes em São Paulo em cenas extremamente bem conduzidas com realidade, sem parecer artificial.

O diretor afirmou que “Tudo que aprendemos juntos” é um filme para quem gosta de música clássica e para quem gosta de música popular. E ele está certo. Existe um trabalho bem elaborado que evidencia a ampla musicalidade do filme e diminui a distância entre o popular e o clássico.

“Tudo que aprendemos juntos” foi elogiadíssimo pela crítica especializada internacional e emocionou o público no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça e esperamos que público brasileiro vá as salas cinema prestigiar e se emocionar com este filme.

O trabalho da fotografia assinada por Marcelo Durst é outro ponto alto do filme. Um longa de narrativa arrebatadora e emocionante casado com uma fotografia excelente só poderia resultar nisso: uma surpresa magnifica do cinema nacional.

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Para quem não conferiu ainda, o longa segue em cartaz no Cinemark, do Capim Dourado Shopping, com sessão às 16h, 18h50, 20h35. Não Perca!