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quarta-feira 13 dezembro 2017
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Nosso Adeus à Marília Pêra

“Os atores, sabe-se lá por quais mistérios ou desígnios divinos, gostam de ser longevos e de trabalhar até o fim.”

Marília Pêra escreveu essa frase no livro “Cartas a uma jovem atriz”, e nos mostrou na realidade que realmente acreditava nessa sentença.

Atriz, cantora, dançarina, diretora, coreógrafa, produtora. Uma artista completa. De alma completa. É possível notar por seus trabalhos a entrega e dedicação ao ofício que também fora o mesmo de seus pais. Que lhe foi ensinado desde cedo, tendo atuado ainda bebê e ter dado os primeiros passos na ribalta. O prenúncio dos passos que continuariam sendo dados no lugar onde se achava mais viva. E do qual se despede agora.

O artista tem essa sina. Ou sorte. Não morre. Não é possível que se mate,de morte morrida ou matada, tantas personas. Há sempre alguma da qual o publico se lembrará e da qual falará, bem ou mal, e com a qual terá criado um laço forte de empatia. Ao artista cabe esse lugar. De entreter, emocionar, fazer rir e chorar, causar incômodo e revolta e tornar-se imortal. Todo artista é imortal.

Marília,  siga em paz. Daqui, exultaremos sua imortalidade, artista e pessoa única que você foi. As cortinas só fecham até o próximo ato!