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segunda-feira 20 novembro 2017
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Corpo e espaço são temas de exposição no Projeto Arte ao Cubo – SESC


Rogéria Costa
Os cubos do SESC Tocantins vão receber uma nova intervenção a partir desta sexta-feira (13): “Corpo e Poesia” da artista plástica Marize Macedos que fala sobre o corpo e o espaço no mundo contemporâneo e suas contradições.
O vernissage será na sexta-feira, 18h, no Projeto Arte ao Cubo, na parte externa do Centro de Atividades SESC Palmas. A exposição segue até 28 de janeiro de 2016.
O Site TOCult fez uma pequena entrevista com a artista, que nos falou um pouco de sua exposição:  
TO Cult: Marize, fale sobre o que é a exposição, os significados e representações presentes em sua obra.
Marize: Para o projeto Arte ao Cubo, utilizo o corpo como elemento poético que ocupa o espaço, desta forma, torna-se importante tanto o corpo quanto o espaço que o mesmo ocupa no mundo contemporâneo. A utilização do material simples é uma forma de apresentar a arte sem o compromisso de seguir uma técnica específica. As cores não seguiram critérios. Os desalinhos com os fios representam movimentos, formas, caminhos, descaminhos, agrupamentos, desfechos e muitas vezes sufocamentos. A poética do corpo no espaço ou, de um espaço para o corpo é simplesmente uma introspeção do que somos hoje, em meio a tantas informações e conhecimentos, ao mesmo tempo em que permanecemos isolados dentro de nós mesmo ocupando espaços diversos.
TO Cult: Muitos artistas encontram dificuldades em mostrar o seu trabalho, porém na atualidade tem encontrado apoiadores e incentivadores que os ajudam a caminhar como artista. Qual sua visão sobre isso?
Marize: Realmente é muito difícil. Mas sobre incentivo ao meu trabalho, ressalto a importância do espaço que o Sesc de Palmas tem dado em especial para os artistas do Tocantins, o projeto Confluências tem sido um incentivo que está nos despertando para produções artísticas que de alguma forma estavam adormecidas.
TO Cult: Quais são suas referências artísticas para a criação da sua arte?
Marize: Sobre referências artísticas, acredito que ainda devo estar em busca dela, ainda estou no processo de construção de minha identidade artística.
TO Cult: E para finalizar fale sobre seu processo criativo, sua inspiração.
Marize: Ao observar a sequência de minhas produções, tenho percebido que, de alguma forma meus trabalhos estão sempre voltados para a expressão do corpo humano. Do corpo estático de uma escultura de argila, ao corpo em movimento como performances. Minha poética esta sempre ligada ao corpo.
Artista
Marize é natural de Sítio D’Abadia Goiás. Saiu de lá ainda criança, e morou por 20 anos em Araguaína.  Em 2010 encontrou em Aparecida do Rio Negro o espaço para suas inspirações. É uma cidade com peculiaridades artísticas ainda não percebidas. Por falta de opções em formação de artes, cursou Licenciatura em História pela UFT – Campus de Araguaína. Em 2009 mudou sua rotina para cursar Artes Visuais pela UnB – Universidade de Brasília com extensão em Palmas.

A artista diz que a história de amor com a arte sempre esteve presente em sua vida. “Na infância e adolescência eu já desenvolvia atividades voltadas pra linguagem artística, embora ainda não tivesse conhecimentos sobre a arte, desenvolvendo um trabalho leigo. Aos 19 anos de idade tive minhas primeiras descobertas com a arte de modelar e esculpir a argila”, relatou Marize.