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sexta-feira 22 junho 2018
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Consciência Negra: Escritores

Na semana da consciência negra, importante para o combate ao racismo, bem como combate a todos os preconceitos, trazemos a contribuição dos negros para a literatura através de alguns escritores famosos.

1

Lima Barreto.

Afonso Henriques de Lima Barreto, (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 — Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922) mais conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista, contribuinte para alguns periódicos anarquistas do início do século XX, e um dos mais importantes escritores brasileiros.

Obras:

  • Triste fim de Policarpo Quaresma
  • Os Bruzundangas.
  • Clara dos Anjos.

2

José do Patrocínio.

José Carlos do Patrocínio (Campos dos Goytacazes, 9 de outubro de 1853 — Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1905) foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Destacou-se como uma das figuras mais importantes dos movimentos Abolicionista e Republicano no país. Foi também idealizador da Guarda Negra, que era formada por negros e ex-escravos.

Obras:

  • Mata Coqueiro ou a pena de morte
  • Os retirantes
  • Manifesto da Confederação Abolicionista

3

Machado de Assis.

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e faleceu na mesma cidade em 1908. Foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Machado escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Obras:

  • Memórias Póstumas de Braz Cubas
  • Dom casmurro
  • Ressureição
  • Helena
  • Quincas Borba
  • Memorial de Aires
  • O Alienista

4

Maria Firmina dos Reis

Nasceu em São Luiz, Maranhão em 1825 e faleceu em Guimarães em 1917. Foi escritora, considerada a primeira romancista brasileira.   Era uma Mulata, bastarda, prima do escritor maranhense Francisco Sotero dos Reis por parte da mãe. Foi professora de primeiras letras e em 1859 enfrentou o preconceito de ser negra e mulher e lançou seu primeiro romance Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil.

Em 1880, fundou uma escola gratuita e mista, para meninos e meninas, o que causou escândalo no povoado de Maçaricó, em Guimarães. Afinal, a escola teve que ser fechada em menos de três anos.

Obras:

  • Úrsula
  • A Escrava
  • Contos a Beira-mar

5

Carolina de Jesus.

Na minha opinião uma das mais interessantes escritoras do Brasil. Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Filha ilegítima de um homem casado, foi tratada como pária durante toda a infância, e sua personalidade agressiva contribuiu para os momentos difíceis pelos quais passou. Aos sete anos aprendeu a ler e a escrever.

Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela.

Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas não casou-se, por presenciar casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Teve três filhos de pais diferentes, sendo um deles um homem rico e branco.

Em sua obra, através de seus diários, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.

Suas obras:

  • Quarto de despejo
  • Casa de Alvenaria
  • Pedaços de Fome
  • Provérbios
  • Diário de Bitita
  • Meu estranho diário
  • Antologia Pessoal
  • Onde estaes felicidade.

A pesquisadora Raffaella Fernandez trabalha na organização do material inédito deixado por Carolina de Jesus em 58 cadernos que somam 5.000 páginas de texto. São sete romances, 60 textos curtos e 100 poemas, além de quatro peças de teatro e de 12 letras para marchas de Carnaval. Por tudo isso é uma artista rica que merece ser pesquisada, publicada e cultuada como grande escritora que foi e é em dias atuais.

6

Ngũgĩ wa Thiong’o.

É um escritor queniano, que escreveu obras em língua inglesa e que posteriormente tem escrito em língua gĩkũyũ. A sua obra inclui novelas, peças teatrais, contos e ensaios, da crítica social à literatura infantil. O escritor foi cotado para o prêmio Nobel de Literatura em 2010 (vencido por Mário Vargas Llosa).

Thiong’o está no Brasil para as Festa Literário Internacional de Parati (FLIP) – 2015, onde lançará as primeiras traduções de seus livros para o português. Pela Alfaguara, sai em junho “Um grão de trigo” (1967), que retrata a independência do Quênia. Pela Biblioteca Azul, sai “Sonhos em tempo de guerra”, as memórias de Thiong’o.

Obras:

  • Um Grão de Trigo
  • Pétalas de Sangue
  • Não chores menino
  • Sonhos em tempo de Guerra.

7

Wole Soyinka

É um escritor nigeriano. Em 1986 foi agraciado com o Nobel de Literatura, sendo considerado o dramaturgo mais notável da África. Soyinka nasceu em uma família humilde de origem iorubá em Abeokuta, Nigéria.

Obra traduzida:  

  • Os intérpretes

8

Toni Morrison

É uma escritora, editora e professora estadunidense. Recebeu o Nobel de Literatura de 1993, por seus romances fortes e pungentes, que relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX.

Obras:

  • Amada
  • Amor
  •  Compaixão
  •  Jazz
  •  O olho mais azul
  •  Paraíso
  •  Quem leva a melhor?

Chimamanda Ngozi Adichie, Hay festival 2012

Chimamanda Ngozi Adichie

É uma escritora nigeriana. Ela é reconhecida como uma das mais importantes jovens autoras anglófonas que está tendo sucesso em atrair uma nova geração de leitores de literatura africana. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award.

Obras:

  • Americanah
  •  Hibisco roxo
  •  Meio sol amarelo
  •  Sejamos todos feministas