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sábado 18 novembro 2017
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GIL DOLIATH – MENINA MULHER DA PELE PRETA

O interfone toca. “Oi, quem é?”. Do outro lado ouço a resposta em forma de canção: “Toda menina baiana tem um santo que Deus dá, toda menina baiana tem encantos que Deus dá, Toda menina baiana tem defeitos também que Deus dá.” A poesia de Gilberto Gil vencia o ruído estridente do interfone e anunciava a chegada da minha convidada especial. Sempre que ela vem, uma música fala por ela.

Conheci a Gil em março de 2002. Era o primeiro semestre de arquitetura e ela se destacou da turma ao se armar de coragem e inocência ao esbravejar contra todos os outros alunos que ela não poderia ter aulas no turno noturno, porque seu pai não deixaria. Ainda que ela morasse sozinha em Palmas e os pais, em Araguaína. Eu devo ter dito um “que trouxa!” Ela perdeu a contenda e eu ganhei, dias depois, uma amiga.
Em apenas um ano, talvez seu Gilson Oliveira (o pai protetor) não quisesse saber, mas Gil se tornara a rainha dos bares da cidade. Todas as noites, após as aulas, ou concomitante a elas, a recém-descoberta cantora tocava e cantava em algum local diferente. Começou a ser reconhecida e chamada para toda festinha, de república ou calourada a aniversários e soiréesdos descolados. Tocava nos espaços mais bacanas, estava no meio do pessoal cool e popular, e de nada, nada mesmo, exceto pela doçura que lhe é peculiar, aquela mulher lembrava a menininha de antes.
Desse início inesperado para os festivais de música foi um pulo. Começou a compor coisas incríveis que deixou muita gente do meio curiosa. Surgiram as parcerias, que têm sido muitas nos últimos anos. Esteve em bandas conceituais e experimentais, como a Desconcerto e a Trupe Atrupelo. Esta última, a levou para uma experiência transformadora no teatro. Foi a única mulher à frente de uma banda underground a tocar no Agosto de Rock (importante festival de bandas de rock, que acontece em Miracema). Estava lá como convidada e não como concorrente. No meio do furacão para o qual foi arrastada pela arte, parou.
Depois de mais de dez anos de experimentações, sossegou. Recusou convites e algumas parcerias. As composições passaram a falar de calma e reencontro. De alma. A arquitetura e os desenhos lhe roubaram a atenção e o interesse. A última vez que a vi no palco, foi também a última apresentação de uma série de shows especiais sobre a Tropicália. Foi no carnaval. Foi em Taquarussu. Da plateia, eu era um dos tantos amigos vendo aquele trovão arrasar. Neste papo, Gil revela esse processo de transformação e como conseguiu conquistar um espaço único no meio artístico tocantinense.
TOCult: Eu fiquei imaginando o que te perguntar, porque eu te conheço bem e sei que você é altamente tímida e reservada. Posso falar de tudo?
Gil Doliath: (Rindo) Claro, Marcão! A gente vai reviver tudo junto. Vai ser bacana.
Você parece ter tido uma infância muito feliz!
Gil Doliath: Minha infância foi muito introspectiva. Eu costumava ficar obervando os casarões de Floriano (cidade do Piauí, onde Gil nasceu). Tinha um fascínio enorme pelo antigo. Pelo monumental. Mas existia uma melancolia também. Eu ficava na janela, sempre debruçada, vendo as crianças brincando. De longe. Minha mãe gritava “tira essa menina da janela”. Mas eu ficava lá. Às vezes chorava.
TOCult: Parece triste.
Gil Doliath: Mas não é, ou não foi. Quando eu cheguei em Araguaína, em 1989, eu tive um amigo. Foi meu único amigo durante anos. O nome dele era Jean, mas eu só o chamava de Hulk. A última notícia que tive dele era que havia se tornado atleta de ciclismo, ou algo assim. (Jean Pereira, atleta de elite do ciclismo tocantinense).
TOCult: A música, de alguma forma, esteve presente nesse processo solitário?
Gil Doliath: Num determinado natal, eu pedi à minha mãe uma guitarra da Xuxa. Ganhei um violãzinho, daqueles de brinquedo, bem pequenos. Chorei tanto! Lembro-me de sentar na varanda e ficar arranhando as cordas daquele brinquedo, observando a lua, chorando e cantando Fagner.
TOCult: Você chorava demais!
Gil Doliath: Era muita emoção!
TOCult: Eu me lembro de você contar que acordava, quase sempre, com sua mãe ouvindo Lady Laura em alto volume. Ela amava Roberto Carlos. Tinha muita MPB envolvida aí nesse processo. Isso te influenciou?
Gil Doliath: Eu não queria nem saber dos meus discos do Trem da Alegria! Gostava do sábado à tarde. A arrumação da casa. Desde pequenininha ouvindo o que minha mãe gostava de ouvir. Lady Laura, As Baleias, A Ilha (canções de Roberto Carlos). Eu sempre ficava muito a vontade com Fagner, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Djavan. Era um ambiente incrível!
TOCult: Você saiu desse ambiente para cursar arquitetura?
Gil Doliath: Foi! Na verdade, a arquitetura veio antes da música. Uma vez no mercado eu fui escolher um gibi e vi uma dessas revistas de arquitetura, de decoração. Perguntei para minha mãe o que significava aquilo e ela me explicou. E eu decidi ali, na gôndola do supermercado, aos cinco anos, que seria arquiteta.
TOCult: Eu não tinha noção do que era um arquiteto até passar no vestibular.
Gil Doliath: (Rindo) Eu me lembro disso. Eu já sabia o que queria ser. Difícil era explicar para outras crianças na escola o que uma arquiteta fazia. Todo mundo queria ser médico ou professora e eu era a alienígena que seria uma coisa da qual ninguém ouvia falar.
TOCult: E você é uma boa arquiteta! Adoro seus projetos.
Gil Doliath: Eu não tive busca vocacional, de fazer testes. Sabia o que faria pra viver. Por isso fui me desenvolvendo. A Mônica (Avelino Arrais, arquiteta e ex-professora)sempre me falava: “você será arquiteta porque tem alma de arquiteta.” E eu acreditei nisso. Já acreditava, mas me dediquei para que isso se realizasse.
TOCult: Quando você chegou aqui, não podia nem estudar no período noturno porque seu pai não deixava. Em menos de um ano você já era a rainha da noite palmense. Grande mudança, não?
Gil Doliath: Cara, isso mudou muito a minha vida! Mas me deixa explicar uma coisa. Eu fui aprovada para um curso diurno. E eu tinha 16 anos e estava morando só, longe da minha Lady Laura (Dona Anália Costa, mãe). Foi pancada. E os outros alunos não falaram mais comigo por um tempo por causa disso.
TOCult: Era mais um desafio a ser vencido.
Gil Doliath: Sim! E eu encarei assim. Sair de casa foi uma ruptura. E eu nunca quis nada de graça. Me incomodava ser sustentada. Eu queria ter autonomia. Eu tinha medo do escuro. Esperava o beijo de boa noite dos pais e de repente, estava morando só, com contas a pagar, um mundo de coisas para resolver. E eu precisava resolver. E tinha que estudar. Você sabe, às vezes ficávamos mais de doze horas na faculdade. Quando não dormíamos lá para fazer trabalho. Eu não tinha noção dessa rotina antes e fui me adaptando sem pai e mãe.
TOCult: Foi aí que surgiu a Gil cantora?
Gil Doliath: Essas coisas acontecem. Você anda com um violão para cima e para baixo, alguém te vê e te chama para tocar. E eu fui. Sabia tocar dez músicas. Ia rolar uma grana e eu queria batalhar essa grana. Fui com medo e fiz. Eu gravava as minhas apresentações em fitas e ouvia depois. Nem sempre gostava do que ouvia, mas, enfim. Tirei 40 reais. Era muito para época. Comprei tudo de vale-transporte. (Risos)
Divulgação do último trabalho, Tropicália
 TOCult: E continou…
Gil Doliath: Continuei. O vale-transporte acabou e eu precisei de mais. Fui experimentando e pegando gosto. Uma vez tinha grana para pagar a impressão de um trabalho. Noutra pagava a rodada de cerveja para os amigos e eu aprendi a me virar tocando.
TOCult: Você tem um público muito cativo. Desde sempre. Isso acontece porque você não é tão comercial, prefere a experimentação, uma postura mais underground?
Gil Doliath: Algumas pessoas tem isso. A cobrança de um lugar, de uma definição. Eu tenho feito coisas na música. Não gravei um cd ainda. Eu quero. Mas não é o principal, entende? Eu gosto de provar as coisas, de estar no meio do pessoal que eu admiro e me testar como artista. Às vezes, eu não quero fazer. Isso de ser comercial, não me importa. Eu quero é fazer, acredito no meu trabalho e vou fazer de tudo para levá-lo aonde quer que seja. Mas não vou me amarrar a nada. Sempre fui assim. Veja a Desconcerto, por exemplo. (Banda formada por Gil, Sergio Gobira e Chico Daher)
TOCult: Atraía muito público e o pessoal gostava demais.
Gil Doliath: O Luiz Melchíades tinha o Tardes D’artes na UFT, que era um sarau ótimo. Um dia me apresentei e ele disse: “você precisa estar no meio de gente que entende, precisa se misturar.” E eu fui atrás do Sérgio e do Chico. Eles toparam a proposta e fomos tocar. Ninguém esperava que dois caras tão bons fossem tocar com a estreante. Até o Luiz ficou impressionado, ele não acreditou que eu ia me enturmar e fazer os caras tocarem comigo. Tocamos juntos durante um ano e meio.
TOCult: E aí veio a Trupe Atrupelo.
Gil Doliath: A Trupe surgiu nesse tempo. As pessoas já me viam, já me ouviam. Aconteceu o mesmo com a Sabrina (Fittipaldi, atriz e cantora), ninguém achou mesmo que ela que já era uma personalidade, iria topar cantar comigo. Mas topou e a Trupe foi um passeio que me modificou demais. Em pouco tempo nós já tínhamos produção, cenário, figurino. Era uma coisa grande, para mim. Estreamos no Fernanda Montenegro. Eu estava ali contracenando com a Sabrina, ganhando editais, viajando. Foi loucura.
Sabrina Fittipaldi e Gil Doliath – Divulgação Trupe Atrupelo
 TOCult: Todas as apresentações foram de casa cheia.
Gil Doliath: Sim. E nós estávamos em todos os espaços. Nas escolas, nas feiras, festivais, na TV. Era estrada. E aquilo era muito parecido comigo. Porque era sertão, era o cotidiano do interior. Os espetáculos e as músicas falavam disso. Dessa simplicidade complexa. Fizemos Atropelando os Brasis e Sertão Cá Pra Nós e os dois foram de muito sucesso.
Trecho de material e composições para Atropelando os Brasis
 TOCult: Rolou muita crítica, apesar do sucesso?
Gil Doliath: Claro, sempre tem. Eu não sentia tanto porque nunca dei muita bola. Mas via que algumas críticas incomodavam o restante da turma. Imagina, era gente da música e do teatro falando da nossa execução. Mas nossa execução não era excelente mesmo. Estávamos aprendendo. E as pequenas falhas entraram como caco no texto. O público curtiu isso. Para a banda foi uma construção. (A banda era Marcio Deco – bateria, Marquinho Pires – violão 1, Gil Doliath – violão 2 e Sabrina Fittipaldi – percussão).
TOCult: Acabou a Trupe e você decidiu prosseguir sozinha.
Gil Doliath: Eu já tinha feito as parcerias mais bacanas possíveis, queria me encontrar de alguma forma. As pessoas já me conheciam. Gil é um nome fácil de gravar, né?
TOCult: E Doliath?
Gil Doliath: (Gargalhando) Você se lembra disso? Eu pedi para você jogar SAPINO no meio de uma aula e o anagrama que saísse eu adotaria como sobrenome artístico. Saiu DOLIATH. Lembro-me de ter saído da sala na hora, repetindo aquilo em voz baixa: Gil Doliath. Ficou! E eu adoro.
TOCult: Jogar SAPINO escancara como éramos maduros na faculdade.
Gil Doliath: Cara, eu tinha 16 anos e você 17. A gente ainda falava “sair pro recreio”. Hoje os jovens têm uma urgência, uma necessidade insana de amadurecer. Nós curtimos muito aquela fase, tínhamos boas notas e íamos a todas as festas. Era a faculdade, poxa!
TOCult: Nesse processo de caminhar sozinha você foi morar um tempo em Taquaruçu.
Gil Doliath: Quero dizer antes, que lá em Taquaruçu montei uma banda de uma noite só chamada Sangria Desatada Fura o Fole da Gota Serena. Cara, uma loucura. Letícia Damas (amiga e chef de cozinha) no ovinho, Magna Silva (atriz) e você na perfomance e eu cantando. Derrubamos o Canto das Artes e nunca mais rolou. Taquaruçu foi isso. Eu queria estar apenas com pessoas queridas. Queria brincar e compor coisas diferentes daquilo que vinha fazendo. Minha casa era no pé da serra. Um dia olhando a lua me deu vontade de ficar ali para sempre.
TOCult: Mas não ficou.
Gil Doliath: Não. A música me chamou de volta. Um dia regressarei para serra. Eu gosto de lá. Sou compositora de fossa. Gosto do bucólico e melancólico para me inspirar.
TOCult: E agora, depois do show Tropicália?
Gil Doliath: Estou preparando meu CD. Devagar. O show da Tropicália foi um resumo de tudo isso. Dessa mistura, eu pesquisei muito e fiquei feliz com o resultado. Me inspiro ouvindo essa MPB antiga.Mas estou altamente envolvida com a nova MPB. Ouço muito Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Criolo, Mosquito, Marcelo Jeneci. Agora quero focar, no meu tempo, no Seresta na Sorveteria, que será meu primeiro CD.

Última apresentação de Tropicália
TOCult: Você se dá bem com os outros artistas daqui?
Gil Doliath: Muito! Eu adoro essa gente. E adoro nossa gente. Adoro nossa produção. Vejo os companheiros correndo, ralando, batalhando mesmo nesse sol, para conseguir realizar aquilo que, para nós, é o essencial entende. Mostrar quem somos, nossa natureza, nossa identidade. Uma coisa que adoro é poder saber que posso agora ligar pro Braguinha Barroso, Chikinho Chocolate ou Keila Lipe para dizer um oi ou conversar sobre música. Eu admiro essas pessoas. E acho que a gente nunca pode perder esse brilho que a gente tem diante das pessoas que nos inspiram.
TOCult: Há um preconceito bobo das pessoas daqui com os artistas daqui, você não acha?
Gil Doliath: As pessoas acham que o que é da terra, da região, tem que valer menos. Porque? A gente pode consumir o que há de bom no eixo Rio-São Paulo sem descartar a nossa cultura, que é boa, sim! E eu posso falar de preconceito. Imagina o que é ser mulher nesse meio? Imagina o que é ser mulher negra e dar a cara à tapa? É difícil.
TOCult: Mas isso fortalece, não?
Gil Doliath: Fortalece. Mas te deixa um tanto arisco também. Mas você tem sempre que saber quem você é. Porque as pessoas vão te provocar e você precisa se dar ao luxo de não dar uma resposta.
TOCult: Acho linda sua relação com sua mãe. Talvez por você ter saído tão cedo de casa, e por ser mãe, claro, ela nutre uma paixão muito forte por você. Ela também é uma grande incentivadora da sua carreira. Como é cantar e ver a mãe chorar na plateia?
Gil Doliath: Minha mãe só chorou umas quatro vezes na vida. Uma delas foi ao me ver cantando, lá no início. Uma vez eu questionei por que ela não chorava. E ela me respondeu que as lágrimas secaram que ela já havia chorado demais. Minha mãe é a Dona Canô do Cerrado. Muitas vezes, quando estávamos na estrada, ela nos acolhia, a mim e a banda e os amigos e quem mais estivesse conosco. Ela é a vizinha que cuida da rua toda. Faz chá para quem estiver doente, leva em casa, enfim, queria ter herdado mais disso.
O dia em que a mãe chorou. Da esquerda para direita: Marcus Garcia, Sabrina Fittipaldi, Dona Anália (com uma sacola cheia de figurinos), Cleuda Milhomem e Magna Silva
TOCult: Mas eu acho que é super cuidadosa com as pessoas, de uma forma natural.
Gil Doliath: Eu sou, sou cuidadosa, sim. Com família, amigos, com quem me cerca. Agora, eu tenho um senso de maternidade enorme, uma vontade insana de ser mãe. Eu quero e vou ser mãe! Tem relações que apenas mãe e filho podem ter e isso me intriga. Ao ver uma mãe afagar um filho eu me perco olhando. (com lágrimas nos olhos) É uma imagem linda.
TOCult: Tem a ver com a presença da Luíza? (afilhada, de quatro anos)
Gil Doliath: Totalmente! A relação com a Luíza me transformou demais. Me fez querer aquietar mais, respirar. É doce vê-la andar, correr, dizer as primeiras palavras. Eu tenho um carinho enorme por ela. Não é louco como uma criatura tão pequena e frágil tem um poder tão esmagador de nos colocar no eixo novamente? Eu sinto isso. Depois da Luíza eu me verti em calma.
Luíza e Gil
 TOCult: De alguma forma, você me parece diferente artisticamente e pessoalmente falando.
Gil Doliath: Deve ser porque, hoje, me cobro menos. Eu não tenho mais aquela sensação de obrigação de achar que preciso de shows para estar inserida. Eu não preciso provar mais nada para ninguém. Aquela loucura de querer ver acontecer. Não. As coisas agora estão se encaminhando. Eu nunca tive uma sede por ser conhecida. As pessoas me conheciam porque eu fazia. Eu ia lá e tocava, ia ali e fazia um som e fui crescendo assim. Descomplicada. Fiz muito barzinho. Saía de uma apresentação no teatro ou numa festa bacana e ia pra um bar tocar. Simples. Lógico que quero tocar sempre e vou lutar para tocar. Mas estou calma para planejar meu futuro. E meu futuro é agora.
TOCult: E o futuro?

Gil Doliath: Vou gravar meu CD. Não tenho cobrado isso de mim, mas sinto que é o caminho que devo seguir. As pessoas me falam para gravar vídeos com minhas músicas e jogar no YouTube. Não, gente, não me peçam isso. Agora eu vou trabalhar para produzir meu CD. Tem muita coisa boa composta. Me bateu, de repente, uma vontade louca de enviar um CD meu pra minha avó, Joana Cobra. Quero que ela me ouça. Eu a ouvia. Ela cantava coisas sobre o interior, deitada na rede. Cantava sobre a força da mulher no sertão, da mulher decidida… decidida a viver, a lutar para viver. Vou dedicar esse CD a ela. Uma mulher brava.

TOCult:Aceita uma bebida?
Gil Doliath: Aceito. Mas quero finalizar nossa entrevista dizendo que não devemos deixar de viver cada fase de nossa vida. Cada uma deve ser vivida plenamente. As boas ou as ruins. Eu tenho orgulho da mulher que sou. De quem eu sou. A menina Gil se foi com o tempo. A inocência e o temor já eram. Ficam resquícios, sempre. Mas ela deu lugar a uma mulher. Caetano canta em Reconvexo: o meu som te cega careta quem é você? Eu posso te dizer Marcão, eu sou essa menina mulher da pele preta.

12 comentários sobre “GIL DOLIATH – MENINA MULHER DA PELE PRETA

  1. Alessandra Batista Santarém

    Ótima entrevista, adorei! Bela oportunidade para conhecer um pouco mais sobre essa "Menina mulher da pele preta", que trajetória bacana. Parabéns Gil, muito sucesso e continue essa menina meiga e carinhosa, essa mulher forte e decidida, e profissional dedicada e correta e certamente você será uma super mãe. Beijos e Abraços, Alessandra Santarém ;).

  2. Sheila Baraky

    Gil, muito incrível sua história e dá pra sentir sua originalidade.
    Você passa mansidão, segurança e muita sensibilidade.
    Que histórico lindo, me fez valorizar ainda mais o povo desta bela região. Fantástico!
    Deu vontade de ouvir o timbraço da sua bela voz.
    Um forte abraço e força na fé para realizar estes grandes sonhos: gerar muitos cds e muitos filhos.
    Axé, moça preta!

  3. Alyne Copeiro

    Cunhada lindaa…Nossa fiquei muito emocionada em conhecer mais da sua história, da sua batalha na vida que não foi nada fácil… Foi ótimo ler essa entrevista, me deu força e coragem p seguir a vida, prosseguir com meus objetivos, sonhos, nunca desistir! Você é uma pessoa maravilhosa, iluminada por Deus, e tem uma família linda… E tenho certeza que será uma ótima mãe… Que Deus abençoe sua caminhada …

  4. Alyne Copeiro

    Cunhada lindaa…Nossa fiquei muito emocionada em conhecer mais da sua história, da sua batalha na vida que não foi nada fácil… Foi ótimo ler essa entrevista, me deu força e coragem p seguir a vida, prosseguir com meus objetivos, sonhos, nunca desistir! Você é uma pessoa maravilhosa, iluminada por Deus, e tem uma família linda… E tenho certeza que será uma ótima mãe… Que Deus abençoe sua caminhada …

  5. Alyne Copeiro

    Cunhada lindaa…Nossa fiquei muito emocionada em conhecer mais da sua história, da sua batalha na vida que não foi nada fácil… Foi ótimo ler essa entrevista, me deu força e coragem p seguir a vida, prosseguir com meus objetivos, sonhos, nunca desistir! Você é uma pessoa maravilhosa, iluminada por Deus, e tem uma família linda… E tenho certeza que será uma ótima mãe… Que Deus abençoe sua caminhada …