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terça-feira 12 dezembro 2017
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Jerusa Sá realiza exposição fotográfica sobre Barra do Aroeira no Sesc Palmas

 
Hayla Menares
 
Apaixonada por fotografia e influenciada pelos irmãos também fotógrafos, a estudante de direito Jerusa Sá, 24 anos faz sua primeira exposição a partir do dia 15 de Setembro na Galeria Sesc de Artes intitulada “A Beleza Guerreira da Barra do Aroeira”.
 
Jerusa Sá conta que iniciou suas atividades com fotografia em 2007 como hobby, quando frequentou os cursos de teatro da Fundação Cultural de Palmas e se deparava com as diversas exposições.
 
Em 2014 fez curso de aperfeiçoamento em Fotografia Digital pelo SENAC e no mesmo ano participou do 1º Concurso Fotográfico do SESC Triathlon, onde conquistou o 1º lugar.
 
O projeto Barra do Aroeira surgiu após visita à comunidade em março de 2014 para participar de um evento em comemoração ao Dia Internacional de Mulher, onde veio a inspiração de retratar o papel fundamental que as mulheres quilombolas possuem e em parceria com o poeta Osmar Casagrande as fotografias serão pinceladas com belas poesias que retratam a realidade das mulheres da comunidade.
 
Mulheres Quilombolas
 
As mulheres quilombolas do Brasil, exercem papel fundamental no quilombo, além de cuidar das famílias e dos afazeres domésticos, tem o papel fundamental da no processo de união familiar. Sua importância não se resume a esses fatores, a mulher quilombola sempre teve o papel de ser orientadora, educadora, curandeira, ainda estende sua mão de obra nas roças e nas criações de pequenos animais para o sustento da família.
 
Comunidade Barra do Aroeira
 
A comunidade está localizada a 96 quilômetros da Capital, Palmas,  a 14 Km distante do município de Santa Teresa do Tocantins, com aproximadamente 516 moradores. Quase todos possuem o sobrenome Rodrigues, por serem descendentes de uma família de ex-escravos, iniciada em 1850, com o casamento de Félix José Rodrigues e Venância Rodrigues, que viviam em um quilombo no sul do Piauí e migrou por volta de 1871 para o antigo norte de Goiás.
 
A maioria mora em casas de tijolos de adobe, com telhas de cerâmica rústica e água encanada através de poço artesiano comunitário. A visão geral da organização das casas forma um semicírculo em torno de um ponto de ônibus coberto, onde está localizado o aparelho de televisão; em um extremo do semicírculo, a igreja; no outro extremo, uma barraca de bebidas e um botequim.

 

 
Nos arredores cultivam arroz, feijão, mandioca, milho, cana de açúcar, maxixe, abóbora, manga, mamão, tamarindo, laranja e colhem produtos nativos da região como macaúba, buriti e pequi. A comunidade apresenta uma forte identidade negra, mantendo laços permanentes com os movimentos negros do estado do Tocantins, articulando-se às ações promovidas pelos órgãos públicos. Também é forte a influência feminina na representatividade da comunidade. Fonte: Secretaria da Defesa Social
 
Exposição:
 
Data: 15 de Setembro à 09 de Outubro
Local: Galeria Sesc de Artes – 502 Norte
Horário de visitação: Das 8h às 21h
 

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