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terça-feira 17 outubro 2017
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Dicas para a feira do livro: meus livros e autores prediletos


Rogéria Costa

Comecei a ler por culpa (imagina né!) de meu pai. Ele, um aficionado por leitura, atiçou minha curiosidade com relação aquele objeto que o deixava concentrado, disperso, ou, que às vezes o deixava olhando sem rumo. Quando eu perguntava para onde estava olhando, ele dizia que para dentro, que estava pensando. Eu também queria ter aquele poder. Queria ficar sem rumo! Acho que consegui, rsrsrs!
Na casa do tio, da tia, em casa, na biblioteca da escola, na fazenda (Ah! A fazenda, como gosto de mato), o importante é que cresci em contato com os livros. Acredito que esse foi o meu maior e melhor presente – o gosto por literatura, o amor pelos livros.
Sinceramente, não me vejo de outra maneira, que não gastando cada centavo do bolso com livros. E tem feira do livro esse ano, minha gente! Vamos juntar o dinheiro do mês.  A conta de energia pode esperar! No meu caso vai esperar!
Apresentarei neste texto os livros que mais me marcaram até hoje, no intuito de contribuir de alguma forma com você, que pretende comprar alguma coisa para o filho, sobrinho, pai, mãe, amigo, ou para a si mesmo, mas, não sabe muito bem o que.
Na infância o que marcou como leitura foi “O Persistente Soldadinho de Chumbo”, de Hans Chris Andersen. História linda, mas precisava daquilo tudo, Hans? Hans é um dos maiores escritores da literatura universal. Escreveu mais 160 contos infantis e também diversos poemas.

Outro livro que amo é “Peter Pan” do James Barrie, que narra a vida das crianças perdidas na Terra do Nunca. Peter, o menino que não quer crescer, líder das crianças perdidas, leva Wendy e seus os irmãos dela para a terra do nunca, e vivem diversas aventuras, com fadas, sereias e o famoso Capitão Gancho. As ilustrações do livro são maravilhosas na edição que eu li (a mesma edição que coloquei aqui). Resumindo: eu não queria crescer!
Na adolescência o meu livro predileto era “A Moreninha” do Joaquim Manuel de Macedo, e “Senhora”, do José de Alencar. Li diversos outros e nesta época conheci os romances da Nova Cultural e Harlequin – que adoro – contudo, os citados li e reli diversas vezes – nem consigo contar as reincidências. Ambos são clássicos da literatura brasileira, acredito que todos conheçam, logo não me prolongarei.
                                    

Outro clássico brasileiro, que me marcou com intensidade, foi “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Que Livro! Até recentemente, ele era o número um da minha lista de favoritos, contudo, li “O Grande Mentecapto”, do excelente Fernando Sabino – não faz muito tempo – e, agora, ambos ocupam a mesma posição. O Grande Mentecapto é interessantíssimo, de leitura descomplicada e maravilhoso. Extremamente maravilhoso! Essa é a poderosa literatura brasileira, minha gente!
                               
 

O poeta do meu coração é Manoel de Barros. Li tudo o que pude dele, assisti documentários, acompanhei entrevistas. Dele, eu recomendo o que for. Infelizmente, o dinheiro não condiz com meus desejos mais profundos, logo não pude comprar todas as suas obras, mas a internet sempre ajuda E como ajuda!
Outro cara que eu sempre recomendo é Mário Quintana. O que recomendo? Tudo! Até o suspiro de seus pensamentos. Conheci esse grande senhor na biblioteca da minha escola, lendo “A vaca e o hipogrifo” e não parei mais.
                   
Conheci também na biblioteca da escola, “Folhas de Relva”, do Walt Whitman. Uma das frases que mais gosto é de um poema desse livro. “Eu me contradigo? Pois muito bem, eu me contradigo. Sou amplo, contenho multidões”.
E tem “Nana” do Émile Zola, “O retrato de Dorian Gray”, do Oscar Wilde, Agatha Christie, Neil Gaiman…

É melhor parar por aqui, caso contrário, a lista não terá fim. Deixe nos comentários uma lista dos livros que mais marcaram você. Viva o vício da leitura!