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terça-feira 17 outubro 2017
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A aventura bate à sua porta: A Feira do Livro vem aí!


R. Rodrich

            Eu quis que o título desta matéria fosse como um anúncio temático e soasse batido, entretanto, mesmo assim é atrativo e cativante. O compositor Händel, germano-britânico, era criticado justamente por isso: usar fórmulas batidas que exploravam a emoção dos ouvintes e sempre alcançava o coração do povo. Se Händel sempre fez isso e está hoje onde está na história da música, porque não posso fazer isso? Porque esta é a ideia de falar de um evento maravilhoso como este, conquistar as pessoas mostrando que ler é algo simples, mas transformador.
            Lembro-me da primeira feira do livro à qual eu fui. Ela aconteceu no ginásio do Colégio Marista e meus pais me deram apenas cem reais para gastar com o que eu quisesse. Havia tantos livros que eu queria, mas era tudo tão caro. Eu encontrei um livro fantástico que custava noventa e cinco reais. Não pestanejei comprei na hora, minha mãe achou um absurdo, com tantos livros baratos eu comprar um livro gigante com quase todo o meu dinheiro. Mas eu não me preocupei com o julgamento dela, o livro tinha tudo o que eu queria e até hoje ele faz parte da minha história, da minha biblioteca e ainda é muito usado. Posso dizer que ele foi um dos livros que mudou a minha vida. Dito dessa maneira “mudou minha vida” e calcado num romantismo bisonho, mas mudou porque ele me abriu caminho para ideias e outros livros. Ele foi um tijolinho da minha faculdade e na minha primeira monografia.
            Hoje eu gasto como se não houvesse amanhã quando vou a uma feira de livros e eu adoro a nossa feira. Ela é um oásis no meio do nosso cerrado. Seja de cultura, seja de diversão, de negócios que geram empregos temporários e movimentam capital. Todos os anos eu tenho a mesma ânsia de ver a feria aberta e é ótimo passear entre estandes com milhares de estórias que podem mudar e estimular a vida de tanta gente, de 8 a 80 anos. Por isso os pais devem levar seus filhos à feira, mesmo que não sejam leitores assíduos. Isso estimula à cultura, ao desenvolvimento do senso crítico e da imaginação.
            Sem falar de que é ótimo se encontrar com os amigos nela, dividir opiniões sobre qual livro é bom e qual não gostamos. Num lugar cheio de estórias tantas histórias acontecem. Já soube de amores que começaram em nossa feira, amores que acabaram nela. Amizades feitas, reconciliações, descobertas (muita pechincha!) e tantas outras coisas. Tenho certeza que ninguém em Palmas acha ruim ir à feira de livros, mesmo que não leia nem filipeta de evento.
            Em 2013 não tivemos a nossa feira, e foi muito chato para muita gente que conheço. Nas redes sociais houve tanta repercussão e reclamação, que o governo se viu obrigado e pressionado a não deixar que isso se repetisse em 2014. Isso é prova de que somos uma cidade cultural que forma leitores e gente de opinião, apesar de muitos ainda terem pouco acesso. Se não estiver enganado, nós já formamos uma geração de leitores/frequentadores da feira. Ele é um evento cultural e turístico para a própria gente do nosso estado. Conheço crianças do interior que sonham de olhos abertos com o dia da feira, algumas tão humildes que a única diversão é apenas folhear os livros e passear por um lugar tão bonito.
Por isso devemos garantir nossa feira e estimular nossa gente a visitar e utilizá-la como lugar de integração, diversão, fomento e inclusão cultural! Este ano a feira promete grande estilo como edições de cinco anos atrás. Apesar da economia do governo com a estrutura, tendo a ótima ideia de aproveitar Centro de Convenções Parque do Povo. Haverá 43 editoras e mais de 80 estandes com pelos menos 60 mil títulos á disposição de todos os gostos e bolsos. Nós merecemos e isso é prova de que o governo está fazendo bom uso do dinheiro que recolhe. É nosso dinheiro, portanto é nosso direito e dever participar e usufruir.
Houve um belo projeto cultural para mesclar eventos e, simultânea à 9ª edição da Feira do Livro, ocorrerá a 11ª Feira de Folclore, Comidas Típicas e Artesanato do Tocantins, a Fecoarte, que acontecem entre os dias 19 e 27 de setembro. Da Fecoarte eu também só tenho boas memórias, lembro-me de comer muito e assistir nossos caros artistas como, Genésio Tocantins, cantar.
Na programação dessa magnífica simbiose de eventos estão previstos shows com artistas da nossa terra, apresentações culturais de cordel, capoeira e danças indígenas. O tema de ambos os eventos é “Regionalismo e Desenvolvimento: Na terra do Sol, a vida se transforma através da leitura”. Tema adequado à nossa temperatura não? Ainda bem que vai acontecer em tempos de chegada das chuvas. Os homenageados dessa edição são o jornalista e criador da Turma da Mônica, Maurício de Sousa e o jornalista do Grupo Jaime Câmara e escritor Tião Pinheiro. Do Maurício de Sousa nem se precisa falar muito, há gerações que cresceram com a Mônica. Já nosso Tião Pinheiro é um grande incentivador da leitura e da cultura em nosso estado, quase um mecenas moderno! Este ano ele lançou um belo e delicado livro de poesias com qualidade desde a edição ao conteúdo.

O livro do Tião já é a primeira dica do tocult.com para a feira do livro, até a data do evento e durante a sua edição é desejo do nosso site indicar bons livros para se adquirir na feira. Haverá indicações de livros para todos os nichos e idades! Assim convocamos nossa gente para a feira e repito novamente, ela é diversão e inclusão cultural para toda a nossa gente.